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Como economizar no supermercado com hábitos simples

Dinheiro e Consumo Publicado em 6 min de leitura
Carrinho de supermercado com frutas, legumes e uma lista de compras de papel presa na alça

A conta do mercado é uma das poucas despesas grandes que você consegue mudar já na próxima compra. Não precisa virar caçador de cupom nem passar a tarde comparando gôndolas. Alguns hábitos bem escolhidos fazem a nota fiscal encolher sem que a comida da casa piore.

Antes de sair de casa

Boa parte da economia acontece antes de você pegar o carrinho. Quem chega ao mercado sem plano decide tudo na hora, e o mercado é organizado justamente para que essas decisões rápidas aumentem o valor da compra.

Olhe a despensa e a geladeira

Parece óbvio, mas muita gente compra o que já tem em casa. Tire uma foto rápida da despensa, da geladeira e do freezer antes de sair. No mercado, quando bater a dúvida “será que ainda tem arroz?”, basta olhar a foto.

Planeje as refeições da semana

Não precisa de um cardápio sofisticado. Anote o que vai ser o almoço e o jantar de cada dia, de forma simples: “segunda, frango com legumes; terça, macarrão com molho; quarta, sobras”. Com isso, a lista sai praticamente pronta e você compra só o que vai usar.

Uma dica que ajuda muito é repetir ingredientes entre as receitas. Se vai comprar um maço de cheiro-verde ou um pacote de cenoura, pense em duas ou três refeições que usem esse item. Assim nada fica esquecido murchando na gaveta.

Faça uma lista e siga a lista

Organize a lista pela ordem dos corredores do mercado que você frequenta: hortifrúti, açougue, frios, mercearia, limpeza. Isso evita voltas e reduz o tempo de exposição a ofertas que você não planejou. Aplicativos de notas no celular servem bem, e alguns permitem compartilhar a lista com quem mora com você.

Defina um valor máximo

Leve um número na cabeça. Se você já tem um orçamento pessoal montado, divida o valor do mercado pelo número de compras do mês. Ir com um teto muda o jeito de olhar cada item que entra no carrinho.

Dentro do mercado

Compare pelo preço por quilo ou por litro

Esse é o hábito que mais faz diferença e o que menos gente usa. A etiqueta da gôndola costuma trazer, em letras menores, o preço por unidade de medida (por quilo, por litro, por 100 g). É ele que mostra qual opção realmente sai mais barata.

A embalagem grande nem sempre compensa. Às vezes o pacote de 500 g em promoção sai mais em conta por quilo do que o de 1 kg. E vale prestar atenção em embalagens que diminuíram de tamanho mantendo o mesmo preço: o pacote parece igual, mas tem menos produto.

Olhe para cima e para baixo

As prateleiras na altura dos olhos costumam ter as marcas mais caras ou os produtos que a loja quer vender mais. As opções mais baratas muitas vezes ficam nas prateleiras de baixo ou de cima. Vale abaixar ou levantar a cabeça antes de decidir.

Experimente marcas mais simples

Em muitos produtos básicos, a diferença entre a marca famosa e uma marca menos conhecida está mais na embalagem do que no conteúdo. Uma boa estratégia é testar uma troca por vez: um mês o detergente, no outro o açúcar, depois o papel higiênico. O que agradar fica; o que não agradar volta para a marca anterior.

Cuidado com “leve 3, pague 2”

Promoção de quantidade só é vantagem se você ia usar aquilo de qualquer jeito e se o produto não vai estragar antes. Três iogurtes que vencem na mesma semana, para uma pessoa que come um por semana, viram desperdício. Faça a conta pelo preço unitário e pense no prazo de validade.

Evite ir com fome e com pressa

Com fome, o carrinho enche de lanches e coisas prontas. Com pressa, você pega o primeiro item que vê, sem comparar. Se puder, vá depois de uma refeição e em um horário mais tranquilo.

Confira o caixa

Diferença entre o preço da gôndola e o preço do caixa acontece. Fique de olho na tela enquanto os produtos passam, principalmente os que estavam em promoção. Se notar algo errado, peça a conferência na hora.

Onde e quando comprar

Nem tudo precisa ser comprado no mesmo lugar. Uma combinação comum que costuma funcionar:

  • Atacarejo ou compra do mês: itens não perecíveis e de limpeza em quantidade maior, quando o preço por unidade compensa.
  • Feira ou sacolão: frutas, verduras e legumes, especialmente no fim da feira, quando muitos feirantes baixam o preço.
  • Mercado do bairro: reposições pequenas durante a semana.

Muitas redes têm dias fixos de promoção para hortifrúti ou carnes. Acompanhar os folhetos no site ou no aplicativo da loja ajuda a programar a compra. Só tome cuidado com mensagens de “promoção imperdível” que chegam por WhatsApp com links estranhos; muitas são golpes, e vale saber como reconhecer golpes no WhatsApp e por SMS.

Programas de fidelidade do mercado

Várias redes oferecem preço menor para quem se identifica no caixa ou usa o aplicativo da loja. Se você compra sempre no mesmo lugar, costuma valer a pena. Mas fique atento: o desconto só é economia se você não comprar a mais por causa dele. O mesmo raciocínio vale para cashback e programas de pontos, que podem ajudar ou atrapalhar dependendo do uso.

Em casa: o desperdício também custa

Comprar barato e jogar fora é o mesmo que comprar caro. Alguns cuidados depois da compra fazem o dinheiro render mais:

  1. Guarde direito: folhas lavadas, secas e guardadas em pote com papel-toalha duram bem mais. Frutas que amadurecem rápido podem ficar separadas das outras.
  2. Primeiro que entra, primeiro que sai: ao guardar as compras, coloque os itens novos atrás e os mais antigos na frente.
  3. Use o freezer: pão, carne porcionada, feijão cozido, molhos e até banana madura podem ser congelados. Etiquete com a data.
  4. Cozinhe uma vez, coma duas: preparar porções maiores e congelar parte economiza ingredientes, gás e tempo.
  5. Aproveite sobras: arroz vira bolinho, legumes viram sopa ou omelete, pão amanhecido vira farinha de rosca ou torrada.

Trocas simples que costumam baratear a compra

A tabela abaixo traz ideias gerais. O efeito no seu bolso depende da região, da época e da loja, então use como ponto de partida para testar.

Em vez de Experimente Por quê
Legumes já cortados e embalados Legumes inteiros Você paga pelo serviço de corte
Temperos prontos em sachê Alho, cebola e ervas frescas Rendem mais e servem para várias receitas
Sucos de caixinha Fruta da estação Fruta da época costuma estar mais barata
Bandeja de carne pequena Peça maior porcionada em casa Preço por quilo geralmente menor
Biscoitos e salgadinhos Pipoca de panela Lanche que sai bem mais em conta
Água em garrafinha Filtro e garrafa reutilizável Custo menor ao longo dos meses

Como medir se está funcionando

Guarde as notas fiscais (ou fotos delas) por um mês e some tudo o que foi gasto com mercado. No mês seguinte, aplique duas ou três mudanças desta lista e compare. Não tente fazer tudo ao mesmo tempo, porque fica difícil manter. Quando um hábito estiver automático, acrescente outro.

Uma comparação útil é escolher uns dez produtos que você sempre compra e anotar o preço deles em cada visita. Em pouco tempo você passa a saber o que é preço bom e o que é promoção de fachada.

Perguntas frequentes

Comprar tudo uma vez por mês é mais barato?

Para itens não perecíveis, pode ser. Para hortifrúti, nem sempre, porque estraga antes de ser usado. Muita gente faz uma compra grande mensal e pequenas reposições semanais de frescos.

Marca própria do mercado vale a pena?

Em muitos itens básicos, sim. Teste um produto por vez e mantenha os que agradarem a família.

Compensa ir a vários mercados para pegar promoções?

Só se ficarem no seu caminho. O gasto com transporte e o tempo podem anular a diferença de preço.

Comprar pelo aplicativo sai mais caro?

Depende da taxa de entrega e do preço praticado no app, que às vezes é diferente da loja. Compare antes e junte pedidos para não pagar entrega várias vezes.

Escolha dois hábitos para a próxima ida ao mercado, como a lista organizada e a comparação pelo preço por quilo. Quando eles estiverem naturais, acrescente outros. A soma de pequenas mudanças aparece na nota fiscal mais rápido do que parece.

Equipe editorial Mundo Up
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